Glitch de pulo infinito é descoberto no novo Zelda: Ocarina of Time do Nintendo Switch 2; veja vídeo
Descoberta do jogador @ysk_rta no X permite que Link escale muros colossais e quebre limites do mapa ao alternar itens no menu de pausa; entenda como funciona e os impactos no aguardado remake.
A comunidade de fãs e speedrunners de The Legend of Zelda foi pega de surpresa com uma descoberta impressionante no novíssimo remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Nintendo Switch 2. Um jogador japonês encontrou uma falha no sistema de física do game que permite a Link executar uma espécie de “pulo infinito” (infinite jump), possibilitando escalar muros gigantescos e ultrapassar barreiras que deveriam ser intransponíveis na progressão linear da aventura.
A proeza foi revelada pelo usuário e corredor de speedruns @ysk_rta na rede social X (antigo Twitter), acompanhada por um vídeo demonstrativo que rapidamente viralizou entre os entusiastas da franquia.
Como funciona o glitch de pulo infinito?
De acordo com a demonstração compartilhada por @ysk_rta, a falha reside em uma brecha no gerenciamento de frames durante o menu de inventário e troca rápida de equipamentos (pause buffering).
A execução do truque segue a seguinte mecânica:
1. O Salto Inicial: Link realiza um salto comum a partir de qualquer elevação, saliência de pedra ou borda do terreno.
2. Pausa no Ponto Alto: no exato momento em que o personagem está no ar durante o pulo, o jogador pausa o game e abre o menu de seleção de itens.
3. Alternância Rápida de Equipamentos: no inventário, o jogador fica alternando rapidamente entre dois itens utilizáveis — no vídeo do teste, o jogador troca repetidamente entre o tradicional graveto (Deku Stick) e o estilingue (Fairy Slingshot), embora o efeito possa ser replicado com outros itens atribuíveis.
4. O Unpause Momentâneo: a cada troca de item confirmada, o motor de jogo despausa por uma fração mínima de segundo (alguns frames de transição) antes de recarregar a interface.
5. Ganho Contínuo de Altitude: se a alternância for executada com o ritmo e velocidade exatos, o jogo reinicia o vetor de impulsão vertical do salto em vez de aplicar a força da gravidade descendente. Como resultado, Link continua subindo no ar na direção em que pulou, desafiando as leis físicas do cenário.
No clipe gravado no Kokiri Forest, o jogador utilizou o glitch para transpor um paredão de rochas extremamente alto que delimita o vilarejo, acessando áreas elevadas sem a necessidade de escadas, trepadeiras ou itens avançados de progressão como o clássico Hookshot.
Veja o vídeo da descoberta publicado por @ysk_rta no X
Confira abaixo a publicação original de @ysk_rta, que demonstrou a quebra da física em ação:
時オカリメイクの無限ジャンプグリッチが見つかったので早速ハイラル城を超えてみた。 https://t.co/LA2kV3H1gr
— はんがお (@ysk_rta) November 8, 2026
(Créditos do vídeo e descoberta: cortesia do usuário @ysk_rta no X).
Impacto imediato para speedruns e exploração
Para quem acompanha o cenário competitivo de speedruns, a descoberta é um verdadeiro divisor de águas. No clássico original de Nintendo 64 de 1998, técnicas icônicas como o Infinite Sword Glitch (ISG), o Megaflip e truques de Hover Boots moldaram décadas de recordes mundiais e quebras completas de sequência (sequence breaks).
Com a chegada do remake no Switch 2, muitos temiam que o código retrabalhado e a modernização do motor de jogo eliminassem totalmente as brechas que tornaram o título lendário no meio competitivo. A descoberta do pulo infinito por troca de itens comprova que o novo game traz sua própria camada de sutilezas de física prontas para serem exploradas por jogadores técnicos.
A capacidade de escalar paredões logo nas primeiras horas de campanha pode permitir ignorar calabouços inteiros, obter itens antes do momento previsto e redefinir categorias como Any% (zerar o jogo no menor tempo possível).
O lançamento do novo Zelda: Ocarina of Time no Nintendo Switch 2
O retorno de The Legend of Zelda: Ocarina of Time no Nintendo Switch 2 é considerado um dos maiores marcos do novo console da Big N. O clássico imortal de Shigeru Miyamoto e Eiji Aonuma recebeu um tratamento de altíssimo nível tecnológico:
* Fidelidade Gráfica de Nova Geração: cenários icônicos como Hyrule Field, Lake Hylia, Kakariko Village e o Templo do Tempo foram reconstruídos com iluminação volumétrica, materiais ultrarrealistas e vegetação dinâmica.
* Fluidez e Resolução: o novo hardware entrega desempenho estável a 60 quadros por segundo em resoluções que aproveitam as novas telas de alta definição tanto no modo portátil quanto no dock.
* Respeito à Obra Original: a jogabilidade mantém a essência, o timing de combate com Mira Z e a inesquecível trilha sonora orquestrada de Koji Kondo, combinando nostalgia com controles mais precisos e tempos de carregamento praticamente instantâneos.
A recente movimentação da empresa, que inclusive abriu seminários de recrutamento de design e produção artística no Japão, reflete o investimento contínuo na expansão do seu catálogo first-party.
Resta saber se a Nintendo planeja corrigir o glitch de pulo infinito em futuras atualizações via patch ou se deixará o atalho como uma homenagem involuntária à rica tradição de bugs queridos que eternizaram a jornada do Herói do Tempo.
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