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Glitch de pulo infinito é descoberto no novo Zelda: Ocarina of Time do Nintendo Switch 2; veja vídeo

Descoberta do jogador @ysk_rta no X permite que Link escale muros colossais e quebre limites do mapa ao alternar itens no menu de pausa; entenda como funciona e os impactos no aguardado remake.

Marcus Tavares
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Link em Kokiri Forest no novo The Legend of Zelda: Ocarina of Time para Nintendo Switch 2

A comunidade de fãs e speedrunners de The Legend of Zelda foi pega de surpresa com uma descoberta impressionante no novíssimo remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Nintendo Switch 2. Um jogador japonês encontrou uma falha no sistema de física do game que permite a Link executar uma espécie de “pulo infinito” (infinite jump), possibilitando escalar muros gigantescos e ultrapassar barreiras que deveriam ser intransponíveis na progressão linear da aventura.

A proeza foi revelada pelo usuário e corredor de speedruns @ysk_rta na rede social X (antigo Twitter), acompanhada por um vídeo demonstrativo que rapidamente viralizou entre os entusiastas da franquia.

Como funciona o glitch de pulo infinito?

De acordo com a demonstração compartilhada por @ysk_rta, a falha reside em uma brecha no gerenciamento de frames durante o menu de inventário e troca rápida de equipamentos (pause buffering).

A execução do truque segue a seguinte mecânica:
1. O Salto Inicial: Link realiza um salto comum a partir de qualquer elevação, saliência de pedra ou borda do terreno.
2. Pausa no Ponto Alto: no exato momento em que o personagem está no ar durante o pulo, o jogador pausa o game e abre o menu de seleção de itens.
3. Alternância Rápida de Equipamentos: no inventário, o jogador fica alternando rapidamente entre dois itens utilizáveis — no vídeo do teste, o jogador troca repetidamente entre o tradicional graveto (Deku Stick) e o estilingue (Fairy Slingshot), embora o efeito possa ser replicado com outros itens atribuíveis.
4. O Unpause Momentâneo: a cada troca de item confirmada, o motor de jogo despausa por uma fração mínima de segundo (alguns frames de transição) antes de recarregar a interface.
5. Ganho Contínuo de Altitude: se a alternância for executada com o ritmo e velocidade exatos, o jogo reinicia o vetor de impulsão vertical do salto em vez de aplicar a força da gravidade descendente. Como resultado, Link continua subindo no ar na direção em que pulou, desafiando as leis físicas do cenário.

No clipe gravado no Kokiri Forest, o jogador utilizou o glitch para transpor um paredão de rochas extremamente alto que delimita o vilarejo, acessando áreas elevadas sem a necessidade de escadas, trepadeiras ou itens avançados de progressão como o clássico Hookshot.

Veja o vídeo da descoberta publicado por @ysk_rta no X

Confira abaixo a publicação original de @ysk_rta, que demonstrou a quebra da física em ação:

(Créditos do vídeo e descoberta: cortesia do usuário @ysk_rta no X).

Impacto imediato para speedruns e exploração

Para quem acompanha o cenário competitivo de speedruns, a descoberta é um verdadeiro divisor de águas. No clássico original de Nintendo 64 de 1998, técnicas icônicas como o Infinite Sword Glitch (ISG), o Megaflip e truques de Hover Boots moldaram décadas de recordes mundiais e quebras completas de sequência (sequence breaks).

Com a chegada do remake no Switch 2, muitos temiam que o código retrabalhado e a modernização do motor de jogo eliminassem totalmente as brechas que tornaram o título lendário no meio competitivo. A descoberta do pulo infinito por troca de itens comprova que o novo game traz sua própria camada de sutilezas de física prontas para serem exploradas por jogadores técnicos.

A capacidade de escalar paredões logo nas primeiras horas de campanha pode permitir ignorar calabouços inteiros, obter itens antes do momento previsto e redefinir categorias como Any% (zerar o jogo no menor tempo possível).

O lançamento do novo Zelda: Ocarina of Time no Nintendo Switch 2

O retorno de The Legend of Zelda: Ocarina of Time no Nintendo Switch 2 é considerado um dos maiores marcos do novo console da Big N. O clássico imortal de Shigeru Miyamoto e Eiji Aonuma recebeu um tratamento de altíssimo nível tecnológico:
* Fidelidade Gráfica de Nova Geração: cenários icônicos como Hyrule Field, Lake Hylia, Kakariko Village e o Templo do Tempo foram reconstruídos com iluminação volumétrica, materiais ultrarrealistas e vegetação dinâmica.
* Fluidez e Resolução: o novo hardware entrega desempenho estável a 60 quadros por segundo em resoluções que aproveitam as novas telas de alta definição tanto no modo portátil quanto no dock.
* Respeito à Obra Original: a jogabilidade mantém a essência, o timing de combate com Mira Z e a inesquecível trilha sonora orquestrada de Koji Kondo, combinando nostalgia com controles mais precisos e tempos de carregamento praticamente instantâneos.

A recente movimentação da empresa, que inclusive abriu seminários de recrutamento de design e produção artística no Japão, reflete o investimento contínuo na expansão do seu catálogo first-party.

Resta saber se a Nintendo planeja corrigir o glitch de pulo infinito em futuras atualizações via patch ou se deixará o atalho como uma homenagem involuntária à rica tradição de bugs queridos que eternizaram a jornada do Herói do Tempo.

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Marcus Tavares

Marcus é o fundador da Seletronic. Além disso, é programador, e editor no site. Ama ajudar as pessoas a resolverem problemas com tecnologia, por isso criou esse site. Segundo ele: "A tecnologia foi feita para facilitar a vida das pessoas, então devemos ensinar a usá-la". Apesar de respirar tecnologia, ama plantas, animais exóticos e cozinhar.
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