Amazon lança Alexa.com e Alexa+ na CES 2026 e entra de vez na disputa com ChatGPT e Gemini
Nova plataforma web e versão avançada da assistente marcam a maior mudança da Alexa desde o lançamento dos dispositivos Echo.
Durante a CES 2026, realizada em 5 de janeiro, a Amazon oficializou um movimento estratégico aguardado pelo mercado: o lançamento do Alexa.com, agora reposicionado como um portal completo de inteligência artificial, e da Alexa+, uma versão avançada da assistente equipada com IA generativa.
A iniciativa coloca a Amazon em confronto direto com os principais players do setor, como ChatGPT (OpenAI), Gemini (Google) e Copilot (Microsoft), deixando claro que a Alexa deixa de ser apenas uma assistente doméstica para assumir o papel de IA multifuncional.
Alexa.com deixa de ser vitrine e vira chatbot de IA
A principal mudança está no Alexa.com, que abandona o papel institucional e passa a funcionar como um ambiente interativo de IA. A plataforma oferece uma interface de chat, semelhante à de chatbots populares, permitindo ao usuário digitar perguntas complexas, criar textos, planejar viagens, organizar estudos e receber orientações detalhadas em tempo real.
Com isso, a Amazon amplia o uso da Alexa para além do comando por voz, mirando diretamente o público que hoje utiliza IA pelo navegador.
Alexa+ aposta em “IA agente” para executar tarefas reais
O grande diferencial da Alexa+ é a adoção do conceito de Agentic AI. Em vez de apenas responder, a assistente passa a executar ações de forma integrada ao ecossistema da Amazon.
Entre as funções demonstradas estão o controle avançado da casa inteligente, adição automática de produtos ao carrinho do Amazon Fresh, realização de reservas em restaurantes compatíveis e atualização de compromissos no calendário, tudo a partir de uma única conversa.
Conversas contínuas entre web, app e Echo
Outro ponto central é a continuidade entre dispositivos. A Amazon confirmou que o usuário pode iniciar uma conversa no navegador, continuar no aplicativo móvel e finalizá-la em um dispositivo Echo, sem perda de contexto. A proposta é transformar a Alexa em uma IA persistente, que “lembra” o que foi discutido anteriormente.
Modelos avançados e parceria com a Anthropic
Para sustentar essa nova experiência, a Alexa+ passa a utilizar modelos de linguagem avançados, incluindo tecnologias da Anthropic, como o Claude. Segundo a Amazon, isso garante respostas mais naturais, menos robóticas e com maior capacidade de entendimento contextual.
Preço, acesso e estratégia comercial
A Amazon optou por uma liberação gradual. O Alexa.com está sendo disponibilizado inicialmente para usuários do programa Alexa+ Early Access. Em relação ao custo, assinantes Amazon Prime terão acesso incluído ou como benefício premium, sob condições específicas.
Para usuários sem Prime, a empresa indicou que o preço da versão completa da Alexa+ deve ficar em torno de US$ 19,99 por mês, valor alinhado ao praticado por concorrentes no segmento de IA generativa.
Primeiras críticas e ajustes em andamento
Usuários que testaram versões preliminares relataram que a nova Alexa se tornou mais verbosa e, em alguns casos, mais lenta para comandos simples, como desligar luzes, devido ao processamento adicional da IA generativa. A Amazon reconhece o desafio e afirma que o portal web será usado justamente para refinar o equilíbrio entre rapidez e profundidade das respostas.
Com Alexa.com e Alexa+, a Amazon sinaliza que não pretende apenas acompanhar a corrida da IA generativa, mas disputar espaço entre as plataformas que concentram produtividade, automação e assistência inteligente no dia a dia.
