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Transporte aéreo de power banks ganha novas regras no Brasil; Veja o que muda

A Agência Nacional de Aviação Civil passou a limitar a quantidade de power banks por passageiro e proibiu o recarregamento dos dispositivos durante os voos.

Power bank no avião e sinal de alerta

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) atualizou as regras para o transporte de power banks e baterias extras em voos no Brasil. As mudanças seguem novas diretrizes da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), órgão ligado à ONU responsável pela regulamentação da aviação mundial.

As novas normas começaram a valer após a revisão da Instrução Suplementar nº 175-001, publicada pela Anac no Diário Oficial da União. O objetivo é reforçar a segurança operacional e reduzir riscos envolvendo baterias de lítio dentro das aeronaves.

O que muda nas viagens aéreas?

Entre as principais novidades está o limite de carregadores portáteis permitidos por passageiro. Agora, cada pessoa poderá transportar no máximo dois power banks durante o voo.

Além disso, ficou proibido recarregar os dispositivos dentro da aeronave, seja utilizando tomadas elétricas ou portas USB disponíveis nos assentos.

A Anac também recomenda que os passageiros evitem utilizar power banks para carregar celulares, tablets ou notebooks durante o trajeto, justamente para minimizar riscos de superaquecimento.

Regras que continuam valendo

Algumas exigências já existiam, mas foram reforçadas pela nova atualização.

Confira os principais pontos:

  • Power banks e baterias extras devem ser levados apenas na bagagem de mão;
  • Dispositivos com até 100 Wh continuam liberados;
  • Modelos entre 100 Wh e 160 Wh precisam de autorização prévia da companhia aérea;
  • Equipamentos acima de 160 Wh estão proibidos em voos;
  • Os dispositivos precisam estar protegidos contra curto-circuito.

Caso o passageiro tente embarcar com um modelo fora das regras, o equipamento poderá ser descartado ainda na área de inspeção do aeroporto.

Segundo a Anac, os terminais das baterias devem estar isolados ou armazenados na embalagem original para evitar acidentes.

Por que os power banks preocupam as companhias?

As novas restrições foram adotadas devido aos riscos associados às baterias de lítio, presentes na maioria dos carregadores portáteis vendidos atualmente.

Esse tipo de bateria pode sofrer falhas internas e provocar superaquecimento, emissão de fumaça e até incêndios dentro da cabine da aeronave.

Nos últimos anos, autoridades internacionais passaram a endurecer as regras após o aumento de incidentes envolvendo baterias transportadas por passageiros.

Como saber se o power bank pode viajar?

A capacidade das baterias normalmente aparece em mAh (miliampere-hora), mas o limite utilizado pelas companhias aéreas é medido em Wh (watt-hora).

O cálculo é feito pela fórmula:

Wh = mAh × V ÷ 1.000

Na maioria dos power banks comuns, a tensão utilizada é de 3,7 V.

Na prática, isso significa:

  • Power bank de 10.000 mAh → cerca de 37 Wh;
  • Power bank de 20.000 mAh → aproximadamente 74 Wh;
  • Power bank de 27.000 mAh → próximo de 100 Wh.

Ou seja, os modelos mais populares vendidos atualmente continuam liberados para transporte sem necessidade de autorização especial.

Companhias aéreas já começaram a aplicar as mudanças

Empresas como Azul Linhas Aéreas, GOL Linhas Aéreas e LATAM Airlines Brasil confirmaram que já estão seguindo as novas determinações da Anac.

A Azul Linhas Aéreas informou que proibiu o uso de carregadores portáteis durante os voos, mas destacou que algumas aeronaves oferecem tomadas para os passageiros.

Já a GOL Linhas Aéreas afirmou que adotou oficialmente as novas regras a partir de 4 de maio.

A LATAM Airlines Brasil informou que passou a restringir o uso dos dispositivos desde 15 de abril, permitindo apenas o transporte na bagagem de mão.

Passageiros devem consultar a companhia antes da viagem

A Anac recomenda que passageiros consultem as companhias aéreas antes do embarque, já que cada empresa poderá aplicar medidas adicionais de segurança dependendo do voo e da avaliação operacional.

Em caso de descumprimento das regras, o passageiro poderá perder o equipamento e até ser impedido de embarcar.

Marcus Tavares

Marcus Tavares

Marcus é o fundador da Seletronic. Além disso, é programador, e editor no site. Ama ajudar as pessoas a resolverem problemas com tecnologia, por isso criou esse site. Segundo ele: "A tecnologia foi feita para facilitar a vida das pessoas, então devemos ensinar a usá-la". Apesar de respirar tecnologia, ama plantas, animais exóticos e cozinhar.
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