Por onde começar em Hyrule: executivo da Nintendo diz que remake de Ocarina of Time no Switch 2 é a porta de entrada perfeita para Zelda
Vice-presidente da Nintendo of America, Bill Trinen destaca que a releitura do clássico de 1998 apresenta toda a base da mitologia de Link, Zelda e Ganondorf para quem nunca jogou a franquia
Para quem cresceu no final dos anos 1990 ou acompanhou a evolução dos jogos de aventura em três dimensões, poucas obras carregam tanta mística quanto o clássico lançado originalmente em 1998 para o Nintendo 64. Com a chegada oficial do aguardado remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time exclusivamente para o Nintendo Switch 2, a gigante japonesa não quer apenas alimentar a nostalgia dos veteranos, mas também apresentar a fundação de Hyrule para uma geração inteira que nunca teve a oportunidade de empunhar a Master Sword original.
Durante o evento oficial de lançamento realizado na loja da Nintendo em São Francisco, nos Estados Unidos, o vice-presidente de experiência do jogador e de produto da Nintendo of America, Bill Trinen, conversou com a imprensa e destacou por que considera a nova versão a melhor porta de entrada possível para quem deseja começar a explorar a franquia.
A base de toda a mitologia de Hyrule para novos jogadores
Com quase 30 anos de carreira dentro da empresa — tendo começado sua trajetória na década de 1990 justamente traduzindo relatórios de bugs do Ocarina of Time original de Nintendo 64 —, Trinen ressaltou que trabalhar em um novo título da série sempre desperta uma atmosfera diferente nos bastidores, especialmente em meio às celebrações de 40 anos da franquia criada em 1986:
“Os jogos de Zelda sempre vêm com sua própria energia única. Este momento em particular, eu acho, é grande para todos eles [internamente], tanto porque já conversamos sobre o quanto o jogo significou para muitas pessoas naquela época, mas também pelo papel que ele desempenha dentro do aniversário geral de 40 anos de Zelda.”
Relembrando o impacto histórico da transição da série para os gráficos tridimensionais no final dos anos 90, o executivo acrescentou:
“O jogo [de 1998] em si foi tão fundamental para esse tipo de jogo de aventura em 3D como um todo, e foi simplesmente aquele momento no tempo em que parecia que todo mundo estava nessa jornada junto.”
Para os jogadores mais jovens ou aqueles que pularam a geração do Nintendo 64 e conheceram a franquia apenas na era de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom, Trinen deixou um recado direto sobre o motivo pelo qual o remake é o ponto de partida ideal:
“Este é o lugar perfeito para o seu primeiro jogo de Zelda, porque você vai aprender tudo o que existe sobre o mundo e os personagens que servirão como uma espécie de base para todos os outros, todos os jogos que vieram depois.”
“Este jogo é realmente uma história fundamental para a mitologia de The Legend of Zelda. Ele realmente conta a história de Link e sua jornada para se tornar um herói. Ele conta a história de Link e sua conexão com Zelda e o relacionamento deles com Ganondorf. E, no geral, comunica o que está no núcleo moral de toda a série, que é a ideia de que a sabedoria e a coragem combinadas podem superar o poder.”

A despedida da Floresta Kokiri e o novo favorito no Switch 2
Questionado sobre qual passagem da campanha permanece como a mais marcante em sua memória após quase três décadas, Trinen apontou o instante em que a jornada realmente se abre para o jogador logo após a primeira masmorra:
“Tenho que dizer que o meu momento favorito em Ocarina é o momento em que Link deixa a Floresta Kokiri pela primeira vez. É um momento emocionante. Você se despede de uma amiga. Há um toque de tristeza nisso, e então o mundo inteiro se abre diante de você, e você apenas vê o Campo de Hyrule se estendendo. E toda a possibilidade, exploração e descoberta que aguardam, você meio que vê através do campo à distância, e começa a se perguntar: ‘Ok, o que eu vou fazer agora?’ Então é esse momento realmente mágico de quase, sabe, deixar sua infância pela primeira vez e partir para o mundo, o que acontece no início do jogo, e é uma parte muito especial da jornada geral de Link.”
Reconstruído do zero para o hardware do Nintendo Switch 2, o remake traz visuais completamente reformulados, trilha sonora sinfônica orquestrada, cenas com dublagem completa, diálogos expandidos, câmera livre moderna e integração com o recurso Zelda Notes. Ao ser questionado sobre qual é o seu título favorito de toda a história da franquia hoje, Trinen admitiu que o remake assumiu o topo da sua lista pessoal:
“Ah, sabe, isso muda com o tempo. Sabe, houve momentos em que foi Majora’s Mask, e momentos em que foi Wind Waker, ou Breath of the Wild. Eu diria que o papel que Ocarina of Time desempenhou tanto em termos de impacto na Nintendo, quanto o impacto na indústria de jogos e o impacto que teve para a série no geral, torna isso uma experiência tão essencial que a versão de Nintendo Switch 2 é a minha nova favorita atual.”
Nenhum comentário!
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião ou fazer uma pergunta.